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Mais de 600 mil meninas nasceram no RS na última década; dados da Arpen/RS celebram o futuro no Mês da Mulher

No Rio Grande do Sul, os Cartórios de Registro Civil registraram o nascimento de 694.223 meninas entre 2015 e 2025

No mês em que se celebra a força, a resiliência e as conquistas femininas, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio Grande do Sul (Arpen/RS) traz um olhar especial para o futuro a partir de dados levantados pela entidade que mostram que, na última década, mais de 690 mil meninas tiveram suas vidas oficialmente reconhecidas nos Cartórios de Registro Civil gaúchos, tornando-se cidadãs e escrevendo os primeiros capítulos de suas histórias.

O levantamento, que compreende o período de 2015 a 2025, indica que, apesar da tendência de queda na taxa de natalidade observada em todo o país, o número acumulado impressiona, tendo o ano de 2015 liderado a série histórica com 71.953 registros de meninas, enquanto 2024 contabilizou 54.537 nascimentos femininos e 2025 registrou 56.439, completando uma série que inclui 68.476 em 2016, 68.130 em 2017, 68.119 em 2018, 65.050 em 2019, 63.513 em 2020, 60.497 em 2021, 58.738 em 2022 e 58.771 em 2023.

Esses números representam mais do que estatísticas demográficas, pois por trás de cada dígito há uma certidão de nascimento, o primeiro documento de uma cidadã, que garante acesso a direitos fundamentais como saúde, educação e cidadania, sendo nos cartórios de registro civil que essa jornada oficial começa. E falando em protagonismo feminino, o Rio Grande do Sul também se destaca quando o assunto é a representatividade feminina à frente desses serviços essenciais, contando atualmente com cerca de 294 Cartórios de Registro Civil onde as titulares são mulheres, profissionais que desempenham um papel crucial na capilaridade do serviço público, levando cidadania a todos os municípios e sendo, muitas vezes, a primeira autoridade a acolher uma nova família.

Para o presidente da Arpen/RS, Sidnei Hofer Birmann, os dados reforçam a importância do registro civil como porta de entrada para a cidadania, especialmente em um mês simbólico para as mulheres, e ele destaca que estes números são um reflexo da vida e da esperança, representando cada uma dessas mais de 690 mil meninas que nasceram no RS na última década como o futuro do nosso estado. “Neste Mês da Mulher, é emocionante ver que tantas vidas estão sendo iniciadas e, ao mesmo tempo, constatar que temos quase 300 Cartórios liderados por mulheres, que diariamente trabalham para acolher e dar dignidade a outras famílias, com a força feminina presente em todos os momentos, do nascimento à condução da cidadania”.

Os dados da Arpen/RS reforçam o papel do registro civil não apenas como um ato burocrático, mas como a verdadeira porta de entrada para a cidadania, um serviço que, no Rio Grande do Sul, está cada vez mais nas mãos de mulheres que ajudam a escrever a história de outras milhares de gaúchas.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Arpen/RS