;

Com 0,21%, Rio Grande do Sul atinge o segundo menor índice de sub-registro de nascimentos desde 2015

As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos foram divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que o Rio Grande do Sul alcançou a marca histórica de apenas 0,21% de nascimentos não registrados nos 423 Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais presentes em todos os municípios gaúchos.

O índice representa uma queda de 1,06 pontos percentuais em relação ao início da série histórica, em 2015, quando a taxa de sub-registro no estado era de 1,27%. O patamar atual é o mais próximo da cobertura universal preconizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O número também consolida uma trajetória consistente de avanços: em 2023, o índice era de 0,19% e, em 2022, figurava em 0,27%.

“Os resultados alcançados pelo Rio Grande do Sul, com o segundo menor índice de sub-registro de nascimentos do país desde 2015, comprovam a competência e a eficiência do trabalho dos registradores civis gaúchos, que atuam em todos os 497 municípios do estado, garantindo o direito à cidadania desde o nascimento”, afirma Sidnei Hofer Birmann, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio Grande do Sul (Arpen/RS).

Além do Rio Grande do Sul (0,21%), as menores taxas foram registradas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%) e Minas Gerais (0,23%), concentrando os melhores resultados nas regiões Sul e Sudeste. Por outro lado, as maiores taxas de sub-registro de nascidos vivos se encontravam em Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%), distribuídas pelas regiões Norte e Nordeste.

Veja a evolução do sub-registro de nascimentos no Rio Grande do Sul

Ano Índice de Sub-registro
2015 1,27%
2016 0,51%
2017 0,43%
2018 0,33%
2019 0,32%
2020 0,67%
2021 0,34%
2022 0,27%
2023 0,19%
2024 0,21%

 

Veja o índice dos estados e do DF

Estado Taxa (%) Estado Taxa (%)
Rondônia 0,49 Alagoas 0,56
Acre 2,71 Sergipe 3,10
Amazonas 4,40 Bahia 0,74
Roraima 13,86 Minas Gerais 0,23
Pará 2,81 Espírito Santo 0,43
Amapá 5,84 Rio de Janeiro 0,58
Tocantins 1,18 São Paulo 0,15
Maranhão 1,94 Paraná 0,12
Piauí 3,98 Santa Catarina 0,50
Ceará 1,35 Rio Grande do Sul 0,21
Rio Grande do Norte 0,73 Mato Grosso do Sul 0,58
Paraíba 0,56 Mato Grosso 1,14
Pernambuco 1,16 Goiás 0,40
Distrito Federal (DF) 0,13

 

Taxa de sub-registro de óbitos atinge 0,92% em 2024

Em 2024, a taxa estimada de sub-registro de óbitos foi de 0,92%, enquanto em 2015 o índice era de 0,76%. Isso corresponde a uma taxa de cobertura de 99,08% para o sistema de Estatísticas do Registro Civil.

Os maiores percentuais, acima de 10%, estavam localizados no Maranhão (24,48%), Amapá (17,47%), Piauí (16,15%), Pará (16,10%) e Roraima (10,91%). Em contrapartida, as menores taxas foram registradas no Rio de Janeiro (0,14%), Distrito Federal (0,17%), Paraná (0,56%) e São Paulo (0,65%).

Essas disparidades refletem diferenças na infraestrutura de saúde, na densidade de cartórios de registro civil, nas características demográficas (presença de populações rurais, indígenas e quilombolas) e nos níveis de desenvolvimento socioeconômico regional.

As Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos são obtidas por meio do pareamento das bases de dados das Estatísticas do Registro Civil, coletadas pelo IBGE, e do Ministério da Saúde, utilizando o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Arpen/RS, com informações do IBGE